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Nossa Origem

A história de nosso mundo sempre esteve a cargo do patrão velho, lá de cima. Criador exímio fez toda esta querência chamada Terra de maneira perfeita, no entanto, deixou a cargo da mulher e do homem, a edificação de seus próprios caminhos. E um destes caminhos é a história que segue. Após os históricos fatos da epopeia farroupilha e exauridas as batalhas pela república, muitos dos valorosos combatentes espalharam-se pelos pampas do sul deste país e alguns deles procuraram ocupação nos campos de Lages.

Pela sobrevivência, trocaram as armas por ferramentas ao se tornarem peões nas estâncias existentes. Ali se especializaram no cuidado com o gado no campo, na produção do charque e no trato do couro. Com o passar dos anos, a estância foi se fortalecendo e artigos do couro começaram a ser produzidos. Entre os peões, espalhou-se o reconhecimento pelos apetrechos feitos em uma das estâncias da Coxilha Rica, por Pedro Corrêa. Solito, com pouco mais de trinta anos, tinha no trabalho com o couro sua ocupação e pensamento. Peões, tropeiros e inclusive o patrão encomendavam artigos de couro, sempre resultando em plena satisfação.

Em certo tempo foi incumbido de fazer um artigo para uma prenda, amiga da filha do patrão. Recebeu como pagamento a inigualável sensação de um sorriso único, exclusivo. Feito e entregue o pedido, partiu a encantadora prenda para os lados do oeste catarinense, de volta a sua casa. Duas ou três primaveras após o acontecido, Pedro Corrêa continuava na labuta do couro, no entanto, a lembrança daquele sorriso permanecia guardada.

Em uma manhã, do verão do início do século XX, resolveu partir rumo ao desconhecido, em busca da resposta. A viagem com seu cavalo baio levou várias semanas. Foi até o Rio do Peixe, onde estava sendo construída a estrada de ferro e que segundo informações, por aquelas bandas morava a dona dos seus pensamentos. Instalou-se e começou a trabalhar com sua arte. Não foram dias fáceis, tudo novo, tudo diferente. E nada de encontrar a prenda. Por instantes, pensou na desistência e na volta.

Passadas quatro estações, no alvorecer, caminhando pela estrada de chão batido, Pedro defrontou-se inesperadamente com Carolina, onde um sorriso foi suficiente para selar a eternidade, em seus caminhos. E deste encontro, formou-se uma grande família, dispersada por várias cidades da serra e oeste catarinense, onde o amor ao trabalho com o couro incorporou-se no sangue de seus descendentes.

A história é contada por vovó Angelina, lembrando sempre do seu saudoso bisavô, Pedro Corrêa, e da terra onde tudo começou: a Coxilha Rica. Por isso, seus descendentes o homenageiam com produtos únicos, tradicionais, exclusivos.

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